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(Na foto Gabriel e Caio, respectivamente)
Vanguarda é uma palavra muito clichê, então vou tratar de outra forma, como movimento.
Essa é a semana do Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual (SEMCINE), do qual estou participando. Lá, finalmente, realizei uma velha vontade: essa matéria. Tive uma conversa interessantíssima com Caio Araujo (que, além de Cineasta, também é Baixista da banda Velotroz) e Gabriel Lima, lá no Café do Teatro Castro Alves. Os meninos, ao lado de Filipi Wenseslau, são idealizadores do novo embrião de movimento gestado por Salvador. Eles são os criadores do Coletivo Ezkizofilmes.
Os dois são estudantes do curso de Cinema da FTC. Logo de início perguntei por quê. A resposta de Caio foi bem direta:“Essa é a única coisa que sei fazer”. Segundo ele, a vocação foi descoberta bem cedo, ainda no colégio: “No ensino médio todos os meus trabalhos eram documentários”. Já Gabriel (que estudou dois semestres de Economia antes de Cinema) atesta a escolha ao fato de ter descoberto nessa arte um veículo poderoso para expressão, capaz de abranger política, sociedade e muito mais.
Independente dos motivos e estilos, ambos encaram o cenário do audiovisual soteropolitano como algo de muito potencial, e veem na proposta desenvolvido pelo Ezkizofilmes a oportunidade de divulgar seus trabalhos. “A Internet é muito poderosa, acho que o principal objetivo da Ezkizofilmes, hoje, é a divulgação virtual” – diz Gabriel. Do outro lado da mesa, Caio chama reclama da falta de “janelas” pra que seus filmes sejam exibidos. “Pensamos em fazer tudo, longas, documentários, tudo voltado pra Internet. Não fazer arte de gaveta, fazer arte pra pessoas verem”.
A iniciativa é nobre, mas o caminho é estreito. Segundo eles, na sua sala da faculdade, são somente seis estudantes (Filipi Wenseslau, o outro idealizador do projeto, é um deles). Existem poucas pessoas querendo trabalhar com Cinema na nossa cidade. Por isso, esse coletivo vem também como forma de cooptar pessoas, fazer com que quem se gosta esteja junto fazendo o que querem. Um exemplo de que isso já está sendo alcançado é o da fotógrafa Liz Riscado, e do estudante Pavel Luis, que sempre trabalham nos projetos relacionados ao Ezkizofilmes.
Atingir o maior número de pessoas possível, voltando toda a sua produção cinematográfica para a rede mundial de computadores, isso é o que querem. Como já disse, o caminho é estreito, árduo. Mas a meu ver, está sendo bem trilhado. Amigos trabalham juntos pra aumentar as oportunidades, potencializar as próprias qualidades, e fazer a arte ganhar cada vez mais espaço na Bahia. Precisamos, definitivamente, mais desse tipo de movimento.
Filmografia do Coletivo Ezkizofilmes
Caio Araujo
“Alfavela Deltavile”
“E Assim Caminha a Humanidade”
“Transbordo”
“Paixão de Varanda”
Videoclipe da banda Weise – “Identidade”
Vídeoclipe da banda Velotroz – “Domingo Não Estou no Parque”
Gabriel Lima
“O Se” (ainda em processo de finalização)
Filipi Wenceslau
“Lampirônico”
04/09/09 - Caio
só corrigindo,
Filipe wenceslau fez também:
"Mussurunga"
"Mulla"
"Zé da Mala inversos"
"7 contos"
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Caio,
youtube/caioaraujocinevideo
01/08/09 - VAlmar
cara acho interessante isso... na facul eu fiz curta trash, e vejo q a maioria das pessoas querem mais enveredar pelo caminho do documentario...